
O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, iniciou tratativas com farmacêuticas e no próprio governo para tentar garantir que novas doses de vacinas adquiridas para a imunização no estado sejam direcionadas a professores. Ele já teve uma reunião virtual com executivos da Pfizer e deveria se reunir nesta quinta-feira (4) com representantes da empresa e com o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, segundo a jornalista Mônica Bergamo, colunista da Folha de São Paulo.
Rossieli deve conversar também com executivos da Johnson & Johnson. A ideia é promover uma vacinação rápida e massiva entre professores, como forma de diminuir o risco de contaminação pelo novo coronavírus em sala de aula. As escolas vão permanecer abertas no estado mesmo depois que todas as cidades de São Paulo passaram novamente para a fase vermelha, com número explosivo de novas contaminações. Rossieli afirmou que as portas tinham que estar abertas para “os que mais precisam”.
POSIÇÃO DO CPP
Na posição do CPP, é uma insanidade manter o fluxo de profissionais da educação, alunos e pais. “É inadmissível o discurso que diz estar preservando vidas”, diz Silvio Santos Martins, segundo vice-presidente do CPP. Com essa nova variante do vírus, não têm ninguém menos vulnerável. Muito provavelmente, dada a falta de recursos das escolas e o próprio comportamento natural de aglomeração dos alunos, os profissionais da Educação estão mais expostos ao contágio do vírus. A diretoria aproveita para declarar toda a solidariedade aos educadores e funcionários da Educação, principalmente os que lecionam na Educação Básica, pois não é uma tarefa fácil manter crianças com distanciamento social e de máscara.
“Não é o momento de voltarmos agora. O governo erra novamente em dizer que os alunos da educação infantil devem ser os primeiros. Para nós, devem ser os últimos, pois requer muita proximidade e quase não é possível fazer o distanciamento necessário”, afirma Loretana Paolieri Pancera, primeira vice-presidente do CPP, com carreira no magistério como alfabetizadora.
A posição do CPP continua. Volta às aulas presenciais só com vacina para todos os profissionais da Educação.
Fonte: Folha de São Paulo
