Foto: Leandro Silva

Pelo sétimo ano consecutivo o CPP (Centro do Professorado Paulista – Regional de Limeira), fomentou o segmento do artesanato voltado ao patchwork em Limeira. Patchwork é uma técnica milenar que estimula a prática de unir retalhos de tecidos buscando sempre combiná-los de forma harmoniosa, útil e criativa com o intuito de dar forma e resultar em novas peças, reaproveitar tecidos, produzir artesanato, entre outros. A feira não somente atingiu limeirenses, visitantes de todo o Brasil, a maioria das mais diversas cidades do estado de São Paulo, prestigiaram o evento. Os ônibus e vans das centenas de caravanas lotaram o estacionamento do Shopping Nações, que, pela primeira vez, sediou o evento.  

A VII Limeira Patchwork começou no feriado municipal de 15 de setembro, aniversário da cidade, e também colaborou para as comemorações em alusão aos 190 anos do município. A abertura, além da presença da diretora do CPP-Limeira, Dora Arcaro, e da vice-diretora, Sandra Mara Beck, contou também com as presenças de Loretana Paolieri Pancera (1ª vice-presidente do CPP – Sede Central) e Maria Lúcia de Almeida (3ª vice-presidente do CPP – Sede Central). O Poder Executivo foi representado por Marcelo Coghi (secretário municipal de Serviços Públicos) e ainda por Gino Torrezan (secretário municipal de Desenvolvimento, Turismo e Inovação) e Florisvaldo Moura (diretor de Turismo). O público, já em bom número, aguardava ansiosamente o início de mais uma edição da feira. Perto do meio-dia o laço inaugural foi rompido e então oficialmente estava aberta a sétima edição da Limeira Patchwork que também funcionou na sexta (16) e sábado (17), ambos os dias com início às 12h e término às 19h.

Em poucos minutos o movimento no espaço do evento começou a ser intenso, pessoas se acumulavam em frente aos 118 estandes para conferir os produtos, ver as novidades e, o principal: realizar compras. Intensidade essa que foi também observada nos outros dois dias.

Nesta edição profissionais de seis estados participaram. Expositores limeirenses também estavam lá, como por exemplo, Bete Bertolini do Ateliê Bete Bertolini. “Fico muito orgulhosa como limeirense. Participo desde a primeira edição e sem dúvida é uma feira diferente, especial. O movimento de público no estande também foi excelente, isso nos três dias”, avaliou Bete.

A expositora Marcia Baraldi, da cidade de Florianópolis – SC, também observou como positiva mais esta edição da Limeira Patchwork. “A feira superou minhas expectativas em todos os sentidos. A organização nos deu bastante atenção também e o espaço foi excelente. As clientes chegavam, os maridos podiam sentar nas poltronas, foi uma maravilha. Todos estavam confortáveis para conhecer, comprar e aprender. Valeu a pena vir de longe, tanto pelo aspecto da divulgação do meu trabalho e venda de produtos como também pelo acolhimento dos outros colegas expositores e do CPP”, afirmou Marcia que expôs na Limeira Patchwork pela terceira vez. 

Outra expositora presente ao evento foi Adriana Peres, de São José do Rio Preto – SP, do Atelier Kasa Bella. Adriana, além de cuidar das vendas no estande, também reservou um tempo para ensinar a fazer bonecas e anjinhos de pano em cursos ministrados na sexta-feira e no sábado. “Devido a esta crise econômica que o país passa, não imaginava um número tão alto de pessoas”, afirmou a profissional que ainda salientou que, para se ter sucesso em iniciativas como essa, é fundamental oferecer novidades. “É importante sempre sair da mesmice, mostrar novidades e ouvir o que o público pede. Às vezes alguém sugere algo e na outra feira eu já procuro trazer”, comentou.

Caroline Silva Nóbrega, que visitou o evento pela primeira vez, se surpreendeu com o tamanho da feira. “Não imaginava que ia ser tão grande e com tantos expositores. O que também chamou a minha atenção é ver gente de vários lugares. Participei de alguns sorteios por aqui em alguns estandes e vi gente do litoral, outras da capital”, disse Carolina que veio da cidade de Campinas – SP e deixou claro que, além da profissão, é também artesã. “Trabalho como advogada e sou artesã nas horas vagas”, confessa.   

 

Concurso Limeira Em Patchwork 2016

Pela terceira vez consecutiva a feira expôs os trabalhos participantes do concurso Limeira Em Patchwork. Em 2016 a iniciativa trouxe o tema: “Arte Brasileira Em Patchwork – Releituras e Homenagens Às Grandes Obras Nacionais” e, pela primeira vez, abriu inscrições para candidatos de outras cidades. A limeirense Nanci Aparecida Delle Vedov ficou em primeiro lugar com o trabalho “Um Passeio no Sítio de Tarsila”, que foi uma releitura de “Paisagem Com Touro”, de autoria de Tarsila do Amaral. A lista completa dos premiados pode ser vista pelo link.

As doze obras melhores colocadas ainda farão parte do calendário ilustrado 2017 do CPP-Limeira, com previsão de entrega para novembro deste ano.

A exposição “Alunas da Marina Landi”, com trabalhos provenientes das oficinas ministradas por Marina no CPP nos meses de abril e maio deste ano, também chamou a atenção do público. A artista, nome renomado no segmento do patchwork no Brasil, organizou uma sala de cursos na feira, oportunidade em que ministrou oficinas e ensinou técnicas de patchwork, em especial o artístico.

 

Estimativa de público

Dados fornecidos pelo próprio Shopping Nações apontam um total de aproximadamente 50 mil pessoas, isso levando em consideração toda a soma dos três dias, o que para a Limeira Patchwork é um recorde absoluto. Nos anos anteriores a média foi de 10 mil pessoas divididas entre os três dias.

O CPP-Limeira agradece pelo carinho do público, pela confiança dos expositores e também pelo apoio do Shopping Nações e da Prefeitura Municipal de Limeira.

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Equipe CPP, da esquerda para direita: Filipe Sousa, Adriana Pina, Rosana Andrade, Teresa Rodrigues, Mikaella Santos, Sandra Beck, Dora Arcaro, Keila Alcantu, Heloisa Nogarotto, Tânia Martins, Ana Beatriz Grizzo, Maria Regina Monteverde e Elaine Soleder