Foto: Facebook São Carlos

“O abandono das escolas municipais em São Carlos precisa acabar”, ressalta Azuaite Martins de França

O terceiro vice-presidente do Centro do Professorado Paulista, Azuaite Martins de França, diretor da Sede Regional do CPP de São Carlos e vereador pelo partido Cidadania, é conhecido por ser um defensor ferrenho da educação, afinal, é professor aposentado. Nesta sexta-feira (18) participou de uma manifestação promovida pelos professores das escolas públicas municipais de São Carlos para cobrar providências do prefeito Airton Garcia (PSL) e da sua secretária de Educação, Wanda Hoffman, em relação ao abandono das escolas públicas municipais da cidade, que, segundo Azuaite, estão em uma situação de extrema precarização.

Há tempos o professor Azuaite denuncia o descaso e cobra providências das autoridades competentes. No entanto, segundo ele, até agora nada foi feito. O Tribunal de Contas, lá em 2018, já chamava a atenção para os problemas nas escolas públicas de São Carlos, como bem lembrou Azuaite em uma audiência pública que aconteceu no último dia 9 de fevereiro para debater o tema. A conclusão da audiência é que os problemas nas escolas são recorrentes, como as infiltrações de água da chuva, infestação de escorpiões, ratos e baratas, janelas e carteiras quebradas, muros e paredes caindo, falta de pintura e sujeira generalizada, o que caracteriza o total abandono. Além disso, Azuaite reforça o fato de que com a superlotação das salas de aula, a qualidade do ensino das crianças está comprometida.

NÃO ESTÃO CUMPRINDO A LEI

Existe uma lei federal que obriga prefeitos e governadores a aplicar na educação, a cada ano, no mínimo 25% do que arrecadam com impostos. Na audiência pública do dia 9 de fevereiro, o professor Azuaite e terceiro vice-presidente do CPP denunciou que em São Carlos esta meta não está sendo cumprida, pois os investimentos estão aquém do que deveriam ser feitos. Em suas palavras, “exigimos também que a lei seja cumprida, porque nem isso eles estão fazendo, quando mesmo tendo dinheiro em caixa, deixam de investir na educação o valor que é obrigatório”.

PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO “EXIGEM RESPEITO” E SÃO CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO

Na manifestação de hoje, centenas de profissionais da educação tomaram as ruas de São Carlos e, munidos de carros de som e faixas e cartazes com os dizeres “Educação Exige Respeito” e “Educação Pede Socorro”, demonstraram o quanto a categoria está empenhada em lutar para que os seus direitos sejam respeitados. Os manifestantes se concentraram na Praça Coronel Salles e caminharam em direção à secretaria de Educação, passando pela Câmara Municipal e Prefeitura. As pautas de reivindicações iam da imediata recuperação da estrutura física das escolas, da redução da lotação em salas de aulas e disponibilização de EPI’s para que os protocolos sanitários de combate ao coronavírus funcionem, até a falta de servidores nas escolas e serem contra a terceirização. Pontuaram também que falta material básico para o trabalho do dia  a dia, as escolas estão sem segurança e a regulamentação do teletrabalho precisa ser discutida.

Para Azuaite Martins, vice-presidente e diretor da Sede Regional de São Carlos, ambos os cargos do CPP, e vereador, do jeito que as coisas estão, não dá mais para continuar. A educação exige respeito!