Segundo o exército paquistanês 141 pessoas foram mortas nesta terça-feira (16), sendo que 132 eram crianças, no ataque de um comando talibã a uma escola para filhos de militares em Peshawar.
Foi o mais sangrento ataque terrorista da história do Paquistão.
Para o porta-voz do exército paquistanês, general Asim Bajwa, o ataque ceifou a vida de 124 pessoas, entre as quais 121 crianças, ficaram feridas no ataque que durou mais de seis horas e que terminou com a morte dos seis elementos do comando talibã.
Segundo Bajwa, “os terroristas começaram a disparar de modo aleatório logo que entraram na escola e não tinham qualquer intenção de fazer reféns”.
Os atacantes “tinham todos coletes suicidas (com explosivos) e munições e comida para vários dias”, adiantou o porta-voz militar, referindo não saber quantos tinham sido mortos pelas forças de segurança e quantos se tinham feito explodir.
O general Bajwa reafirmou a determinação do exército em vencer o terrorismo. “Não há maior oportunidade para assumir as nossas responsabilidades”, disse.
O Movimento dos Talibãs do Paquistão declarou ter realizado o ataque em represália pela operação militar lançada em junho e ainda em curso contra os seus esconderijos e os dos seus aliados da Al-Qaida no Waziristão do Norte, zona tribal no noroeste junto à fronteira afegã.
“Temos que nos indignar com essas atrocidades perpetradas por seres que se dizem humanos. Não podemos nos calar diante de fatos clamorosos como esse. Como afirmava Martin Luther King Jr.“ o que nos preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” – comenta o professor Silvio dos Santos Martins, 2º vice-presidente do Centro do Professorado Paulista.
Secom/CPP
