Atualizado em 09 outubro, 2025 às 11:59
Entidade vê com preocupação a possibilidade de realocação compulsória ou perda de aulas dos professores

Na última quarta-feira (21), o Departamento Jurídico do Centro do Professorado Paulista protocolou um ofício questionando a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sobre as incertezas preocupantes que a Resolução Nº83 traz para os docentes.
Isso aconteceu após a publicação no DOE, no dia 20 de maio, da Resolução Seduc Nº83 sobre a Avaliação de Desempenho dos Integrantes do Quadro de Magistério – QM das Escolas de Tempo Parcial e das Escolas de Ensino Integral.
O texto da Seduc informa que professores, diretores e coordenadores da rede estadual serão avaliados periodicamente entre si e pelos estudantes. Além disso, coloca que o resultado da análise pode servir como instrumento para mudanças compulsórias no posto, aulas ou classes do professor.
O CPP não invalida a avaliação, pois ela é necessária e está prevista na Constituição. Mas questiona, por meio do ofício protocolado, os critérios adotados e as consequências disso. A entidade discorda completamente da possibilidade de realocação compulsória ou perda de aulas no caso do professor ter uma avaliação insatisfatória.
A entidade, que há 95 anos luta pelo professor, defende que a avaliação dos docentes seja feita de forma clara, legal e justa.
“Pelo que consta na resolução, o avaliador é o próprio aluno e o professor terá uma realocação compulsória caso ele não seja avaliado satisfatoriamente, isso a gente não concorda. Ele [o professor] não pode sofrer essa mudança ou perder aulas. Enviamos o ofício e queremos discutir os critérios e saber as consequências dessas avaliações”, explicou Marcio Calheiros do Nascimento, diretor Jurídico do CPP.

Parabéns que o jurídico tenha se manifestado e que assim o faça sempre!!!
Não basta ser contra, tem que agir com ações jurídicas contra essa resolução, que não é lei… antes da água ferver…
Não concordo com essa avaliação de alunos dar nota para o professor pois os próprios alunos por não gostar de alguns professores pode avaliar mal o professor e até mesmo tirar o cargo do professor que estudou por tantos anos e ainda continua estudando fazendo formação para ofertar o melhor para os alunos essa avaliação 360 está para ferrar os professores cada vez mais está pior a educação.
É injusto sermos avaliados por adolescentes, quando a nossa categoria é exposta sempre com desdém nas mídias. Nos apedrejam e humilham pois somos um risco para quem não se importa com o pais. Somos desafiados e sobrecarregados de obrigações que fogem ao nosso controle. Deveríamos ser formadores de opinião e comportamento, e seríamos se assim nos fosse oportuno. Num país que prima pela ignorância do se povo, não somos valorizados. Os nossos alunos por conta da exposição negativa, nos tratam com desprezo e arrogância, nos vêm com algozes e não como quem pode ajudá-los a construir um futuro melhor. Seremos apedrejados por mais que tenhamos comprometimento com o aprendizado deles.
E pensar que ainda existem os professores aloprados e escravos do senso comum, que ainda aplaudem o Tarcísio de Freitas e ainda votarão nele para a reeleição. São os que odeiam os partidos de esquerda, aqueles mesmos que sempre estiveram ao lado da nossa luta. Maldita escória!!!!!
Aproveitem e questionem também quando serão devolvidos os valores tirados dos aposentados pelo traste do Dória na pandemia.
Seria interessante pensar em revogar essa portaria com a avaliação dos estudantes. Ela tem todo ar de ser inconstitucional…
Vi uma advogada dizendo o seguinte:
“Segundo algumas análises, que já venho estudando, o documento pode ser usado como:
• Prova de inconstitucionalidade, em uma ADI ou ação civil pública (ACP);
•Fundamento para representação ao Ministério Público Estadual, alegando:
• dano funcional à categoria,
•ilegalidade na avaliação funcional por sujeitos não qualificados,
•risco de assédio moral institucional;
• Base para denúncia ao Tribunal de Contas do Estado, por indução a adoecimento, rotatividade funcional e impacto sobre gastos públicos com afastamentos e litígios. A Resolução SEDUC nº 83/2025 é um ato frágil, abusivo e potencialmente inconstitucional que:
• amplia um sistema de perseguição institucionalizada,
• promove avaliação sem critérios técnicos válidos,
•expõe servidores públicos à pressão subjetiva de discentes sem controle procedimental,
•e deve ser contestada urgentemente por via judicial, administrativa e social”.
O sindicato precisa de uma ação para impedir essa situação tão pesada que ataca nossos professores. Porque no fim parece que praticamente tudo que este governo coloca em prática acontece, independente da situação.
Boa noite!
Se as entidades de classe da educação em geral precisam se articular urgentemente, conclamando uma paralização, com passeatas, pelas tuas de SP (capital e interior), aí sim, acredito que faríamos um recado esse governo, inimigo dos professores! Por outro lado, sensibilioia a população para o tamanho da responsabilidade, colocada sobre os ombros dos jovens estudantes…
Espero que os sindicatos lutem a nosso favor entes que isso vire lei!
Eu espero que seja revisto isso porque, isso não é coerente mesmo porque como eu muito lutou muito para conquista a profisao de ser professor, não foi daccit
Gratidão ao CPP por lutar por uma Educação mais justa e digna a todos os Profissionais da Educação.
Concordo gratidão pela nossa luta.
Mas é um absurdo colocar aluno para avaliar um professor ???
Principalmente essa geraçao atual , tao desqualificada para tudo .
Acho que a nossa EDUCAÇAO ESTÁ RETROCEDENDO,
A avaliaçao de um professor DEVE E TEM QUE SER FEITA (se assim for necessário) POR UMA JUNTA DE PESSOAS ALTAMENTE GABARITADA PARA ISTO .
MAS QUE PAÍS É ESTE ???????