Numa de suas muitas entrevistas, Roberto Civita, certa vez, focou especialmente em algumas questões que diziam respeito aos livros. “Estou convencido de que a leitura é a receita mais simples para o conhecimento, a atualização permanente, o acesso ao mundo das ideias, a compreensão e a sabedoria. Quanto mais você ler, mais surpresas terá: ler não envolve apenas a busca de verdades eternas ou receitas universais. Ler é também diversão, entretenimento e bom humor. Ler o quê? Tudo o que cair em suas mãos! Escolha a hora que quiser. Acorde mais cedo. Durma mais tarde. Mude algum programa. Mas… leia!”

 

A Secom foi ao primeiro dia da 23ª Bienal do Livro – um lugar onde tudo é superlativo. Uma festa. Um show literário de imensurável magnitude. Estruturas caprichosamente elaboradas para atrair leitores ávidos por novidades. Uma diversidade literária capaz de satisfazer a complexa curiosidade do público que procura, por meio do prazer da leitura, o contato com a cultura e com as diversas relações sociais.

Ninguém consegue (na verdade, nem tenta) resistir aos apelos das diferentes formas e contextos. Os preços, com jeito de promoção, fazem o público delirar e se render às ofertas. Há, ainda, uma estreita ligação com autores, ilustradores e contadores de histórias. Atrações diversas. Nacionais e internacionais.

Vimos uma turma de alunos do Colégio Salmista, da zona leste de São Paulo. São alunos da 7ª e 8ª série. “ Isto aqui está muito legal. Tem muita variedade de livros. Estamos procurando romances” – disse, animada, Laura Diniz, de 12 anos.  “Estou procurando os gibis”, contou Renan Sanches, de 13 anos.  

As  alunas do Colégio Objetivo, de Boiçucanga, folheavam o “Diário de um Banana”, de Jeff Kinney. “

Estamos gostando de tudo.O lugar é muito maior do que estávamos imaginando. Procuramos livros infanto-juvenil”, declararam Ana Luana e Ana Clara, ambas de 11 anos.

Flagramos a Nicole Treli, uma leitora de 6 anos, folheando o livro “ A escola dos cãezinhos”. Sua avó, Mirna, é associada do Centro do Professorado Paulista de Americana, onde moram. Em sua opinião, a Bienal do Livro não pode morrer nunca. “ É delicioso ver os pequenos se envolverem com a leitura. A mãe da Nicole é professora – e desde quando ela era um bebezinho de colo, já a levava para estar junto aos livros na Bienal. Infelizmente, vemos muitas crianças e adolescentes se envolverem apenas com redes sociais e TV. É preciso que todos incentivem a leitura.”

O fato é que, por mais avançada que a tecnologia se apresente, essa nova geração de brasileiros precisa cada vez mais ser estimulada a se unir aos livros. É desta maneira que poderão se tornar cidadãos bem informados, criativos e conscientes. Só uma educação priorizada e qualificada é capaz de estruturar uma nação emocionalmente equilibrada, justa e próspera. Não tem outro jeito.

Serviço:

23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
22 a 31 de Agosto de 2014 – Anhembi
De Seg. a Sex. das 9h às 22h | Sáb. e Dom. 10h às 22h – *Dia 31/08 somente até às 21h

Secom/CPP

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