Diante da polêmica em relação a reformulação do ensino médio, o Centro do Professorado Paulista se esforça para expor as diferentes formas de enxergar a questão.

 

Recentemente o CPP esteve presente no Insper (Instituto da Educação Superior), onde foi realizado um seminário que abordou as propostas de mudança do ensino médio. O foco foi mostrar como estas mudanças serão implementadas e como beneficiará os alunos com proposições mais atrativas.

 

A abertura coube à secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC), Maria Helena Guimarães de Castro, que acredita que profissionais denominados “notório saber” possam dar aulas em cursos técnicos. Também defendeu que especialistas com nível superior, como arquitetos e engenheiros, tornem-se docentes na educação básica caso possam fazer uma capacitação pedagógica.

 

Além da secretária-executiva do MEC estavam presentes: Ana Inoue, do Instituto Acaia, Andre Portela Souza, do EESP/FGV, Reynaldo Fernandes, da USP, Naercio Menezes Filho, do Insper. A Erica Fraga, da Folha de São Paulo.foi a mediadora do evento.

 

Durante o debate, que ocorreu após as ministrações, a educadora Maria Helena declarou: “Sabemos que a qualidade de formação não é boa. Refiro-me à formação inicial dos professores, que não os prepara para o mundo real nem muito menos à prática didática. E comentou sobre os cursos técnicos sem a formação superior. “A qualidade das aulas e o conhecimento dos alunos não são afetados caso o professor tenha apenas o notório saber”. “Uma professora pode ser muito boa em uma área, independente da formação dela. Isso já ocorre na Alemanha, na Áustria e no Centro Paula Souza, no Brasil”, concluiu a secretária-executiva do MEC.

 

O Seminário no Insper realizou-se na rua Quatá, 300 – sala Luiz Martins de Souza Dantas – 2º andar.