
“O visitante tem a oportunidade de fazer uma viagem inesquecível a um mundo em que a cultura e a tecnologia dão um “show de bola” ao mostrar as peculiaridades da nossa língua e, também, de conhecer a Estação da Luz – onde ficam as instalações do Museu – um lugar ímpar em São Paulo, onde a história da ferrovia no Brasil se apresenta imponente, com toda a sua a influência britânica.”
Esse era o último parágrafo da matéria “Futebol na Ponta da Língua“ no Museu da Língua Portuguesa “, veiculado em julho de 2014, pelo portal do Centro do Professorado Paulista. A Copa do Mundo era o destaque da época. São Paulo recebia gente de todos os lugares e o museu era uma das grandes atrações da cidade.
O CPP viveu bem de perto o orgulho do paulistano por um dos seus mais valiosos patrimônios históricos. Promoveu os eventos do Museu, pois sabia comensurar a importância de um trabalho temático acerca da língua portuguesa, único no mundo.
Na tarde de 21 de dezembro de 2015 os olhos do CPP se voltaram para as chamas que consumiam o Museu. O mais querido. Um dos mais visitados da América Latina. O Museu, onde as palavras traduziam o esplendor da nossa língua, era consumido pelo fogo enquanto os esforços sem limites das brigadas de incêndios tentavam combater as chamas. Então, a tragédia tomou uma dimensão ainda maior ao tirar a vida do bombeiro civil Ronaldo Pereira.
Um curto-circuito iniciado na troca de uma luminária pode ter causado a tragédia. Pode ser, ou não. Difícil mesmo é encontrar palavras para descrever a melancolia da perda. Não tem tradução.

Depois do rescaldo, a tristeza do CPP se junta a de cada brasileiro que, depois deste incêndio, se sente ainda mais pobre, mais carente de cultura e de educação.Clique e relembre as matérias que o CPP veiculou sobre o Museu da Língua Portuguesa.
Este Jornal também é uma piada
Professores no Museu da Língua Portuguesa
Secom/CPP
