São Paulo também não dorme. Em meio a um trânsito desafiador a vida circula por entre ruas e avenidas cujos nomes são automaticamente decorados.

 

A quem importa saber que a rua Haddock Lobo homenageia um médico português que divulgou as conquistas da medicina no século XIX?

 

Que Joaquim Eugênio de Lima antes de ser nome de uma alameda elegante, foi um jornalista uruguaio que idealizou e realizou a avenida Paulista?

 

Quantas pessoas, ao cruzaremr a Rebouças, sabem que foi assim denominada para celebrar Antonio Pereira Rebouças Filho, um dos responsáveis para que a estrada de Ferro Graciosa transpusesse a Serra do Mar?

 

Que aquela tímida rua do centro da cidade tem o nome de quem exercia simultaneamente o magistério, a clínica cirúrgica e o jornalismo, que antes de morrer assassinado exclamou: “morre um liberal, mas não morre a liberdade”. Que esse grande homem era o Líbero Badaró?

 

São Paulo tem pressa. Não tem tempo para saber e tampouco para falar dos homenageados de suas ruas, alamedas e avenidas. É preciso sair e chegar. Tentar não atrasar. Essa é a cara de São Paulo.

 

Para concluir, uma frase do apaixonado poeta paulistano Mário de Andrade: “ Não devemos servir de exemplo a ninguém. Mas podemos servir de lição.”

 

A todos os que fazem parte desta inigualável cidade – parabéns! Feliz Aniversário, São Paulo!