Governador em evento no Palácio dos Bandeirantes/Leandro Silva

O CPP, em nomes dos mais de cem mil associados, manifesta desconformidade ao Projeto de Lei nº 899/2019, de autoria do governador João Doria, com a finalidade de reduzir o valor estabelecido para as chamadas Obrigações de Pequeno Valor, forma de pagamento aos credores do poder público.

Desde 2003, com a edição da Lei nº 11.377, ficou estabelecido que valores abaixo de 1.135,2885 UFESPs – Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, representando neste 2019 a quantia de R$ 30.119,20 – seriam requisitados diretamente à Fazenda do Estado de São Paulo, de modo a agilizar consideravelmente o pagamento dos credores.

Contudo, após a instituição de um sistema de pagamento mais célere àqueles que possuem processo judicial em face do poder público, o governador, no primeiro ano de mandato, busca reduzir o valor para 440,214851 UFESPs, ou seja, R$ 11.678,89.

Trata-se da institucionalização do “calote” a todos os que aguardam o recebimento de créditos perante o Governo do Estado de São Paulo, já que haverá drástica redução de aproximadamente 2/3 (dois terços) do valor que vinha sendo pago regularmente ao longo de mais de 16 anos.

Cabe destacar que, além do credor do Estado ter que sofrer o desgaste em litigar com o poder público por anos no processo judicial, até obter a vitória em definitivo, ainda necessita aguardar, sem qualquer previsão, a mera disposição do governo em quitar os débitos, considerando principalmente o fato de muitos serem idosos, inclusive com prioridade prevista no Estatuto do Idoso.

Até o momento, o projeto, que tramita em urgência, encontra-se na ordem do dia para votação em plenário na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e, caso aprovado, prejudicará imensamente os servidores e aqueles que buscam, por meio de processo judicial, o que recebimento daquilo que possuem direito perante o governo de São Paulo.