
Desempenho será aferido a cada 3 meses e não mais por bimestre, segundo secretário
O novo secretário de Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares da Silva, quer reduzir o número de avaliações feitas por alunos durante o ano para dar mais tempo a aulas e alterar o sistema de bonificação por resultados na rede escolar, política central das gestões do PSDB no governo paulista.
Em vez de avaliar o aluno a cada dois meses, como atualmente, isso deve passar a ocorrer trimestralmente. “Precisamos garantir mais tempo para o professor dar aula”, disse Silva. “Depois vamos pensar em um bônus com outro olhar, com outras informações [para compor o cálculo da bonificação]”. A mudança na bonificação, de profissionais de escolas que progridam no Idesp (indicador estaudal de educação) será discutida no primeiro semestre. A implementação deve ser em 2020.
A partir do ano que vem o secretário quer começar a implementar a reforma do ensino médio na rede. O modelo flexibiliza o currículo, mas tirá-lo do papel é visto com dúvidas por especialistas. O plano dele é chegar em 2022 com o modelo em todo o estado. Das 5.300, 3.000 oferecem ensino médio.
A liderança no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) foi perdida na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). “É inaceitável que são Paulo, um estado pujante, líder em tantas áreas, não lidere o processo educacional no Brasil”, diz Silva.
Em São Paulo, profissionais das escolas que cumpram metas (ou parte) no Idesp recebem bônus em dinheiro. Nos últimos oito anos o estado desembolsou R$ 4,2 bilhões. O Idesp é calculado a partir da avaliação dos alunos em matemática e português, o Saresp, e taxas de aprovação. Há índices para os 5º e 9º anos do fundamental e para o 3º do médio.
O bônus continuará sendo anual, mas o Saresp (prova que compõe o indicador de qualidade escolar) será só nos anos pares. Nos ímpares, o estado utilizará dados da avaliação federal, aplicada a cada dois anos para calcular o Ideb.
Para Rossieli Silva, nova base não vai resolver todos os problemas
São Paulo tem desde 2008 um currículo estruturado, mas, mesmo articulado com a bonificação, não foi capaz de alavancar a educação. “A gente não tem uma bala de prata. A gente aprovou a base mas ela não vai resolver todos os problemas do Brasil. Não resolve a formação de professor por si só, a infraestrutura das escolas, a valorização dos profissionais. Essas dimensões precisam ser cuidadas”, diz o secretário.
Fonte: Folha de São Paulo

Pague salario digno e quase tudo sera resolvido. Professor com 50 aulas semanais nunca sera eficiente.
De mais valor aos profissionais que atuam nas escolas como Agente de Organização Escolar. O salário é muito baixo. Quem trabalha a 10 anos tem o mesmo salário de quem entrou agora. Sem valorizacao nenhuma.v
Diminuir a carga horária do professor e disponibilizar tempo hábil para que haja uma capacitação constante, seria algo a ser pensar.
O aluno já não aguenta mais passar tanto tempo na escola. Qualidade e não quantidade.
Primeiramente precisa haver respeito com o profissional e com os alunos… de nada adianta substituir uma coisa por outra…
Concordo com o colega Giovane Gomes
O que se deve fazer é valorizar professores e funcionários com melhores salários e não essa esmola que se é dada se caso atingir o objetivo. Estamos de saco cheio de promessas, temos um dos piores salário do Brasil. Escolas sucateadas e alunos sem interesse algum.
Os alunos nunca terão bom desempenho enquanto houver professores(as) que lecionem em três, quatro e até em cinco escolas, deixando esses profissionais exaustos e por conseqüência, caindo o nível de ensino.
Enquanto professor não for valorizado,educação nunca vai ser boa.Professor dando 52 aulas semanais pra sobreviver.Como vcs q professor bom???
Pague salários dignos terão professores bem preparados com menos aulas tendo tempo se dedicar apenas a uma escola.
Basta seguir o q fazem nas escolas particulares….maior salário e menos alunos por sala e maior autoridade pro prof. Com respaldo de direção
Enquanto não tivermos uma educação de qualidade, nada vai melhorar neste país, precisamos de salário digno, estou na educação a 24 anos, quando comecei meu salario equivalia a 3 salários mínimos, hoje apenad um.
Não vejo só a questão salarial , tem todo um sistema envolvido.
Precisa pagar bem os profissionais da área, fazer com que o aluno realmente. estude e deixar de dar nota para o aluno simplesmente por comparecer a aula., A nota é o aluno que constrói pelo seu desempenho nas tarefas passadas pelo professor (construtivismo)
Mais professores, mais funcionários, salários melhores, profissionais de psicologia para atender os alunos, fazer um estudo sério com relação ao que precisamos para melhoria da escola. Não temos jovens do ensino médio querendo ser professores por tudo que observam nos anos que estão na escola. E aí? Dá para pensar?
Enquanto os alunos continuarem passando de ano letivo para outro sem responsabilidade nenhuma não teremos mudanças. Como se ensina quem não está ali para estudar? Os alunos nos afrontam, escutamos o ano inteiro que não adianta se estressar, que eles passam mesmo. Nem os livros que eles ganham eles dão valor. O tal kit escolar, uma grande maioria já não usa na semana seguinte. Pais acham que a escola cuida de tudo. É um cais a ser arrumado. É família, é falta de estrutura, é desrespeito, falta de segurança, de autonomia, de preparo, de salário…
Se os professores ganhassem o suficiente para manter suas famílias , não precisaria de bônus …. Essa aprovação automática desvalorizou o profissionalismo dos professores, pois muitos alunos vão a escola e não fazem nada pois acredita que somente a presença basta …. Infelizmente eles não deixam de ter razão .
Lá se vão 30 anos de PSDB em São Paulo. Quando Dória terminar seu governo. A educação em São Paulo nunca foi prioridade para a população que depende desse serviço, pois sempre apostou em.um governo que não respeita e nem prioriza a educação. Sou professor há 31 anos em São Paulo e recebo um salário que não condiz com a realidade da minha formação. Paciência… A população e muitos professores apoiam esse partido. Só me resta lamentar tudo isso.
A qualidade da educação brasileira está atrelada à falta de uma política que verdadeiramente considere a educação como prioridade. Salas com mais de trinta alunos e professores mal remunerados impossibilita o avanço de indicadores para alavancar a educação nesse país. O professor trabalha em regime de escravidão para sobreviver, cargas acima de 52 horas aulas semanais, fora o preparo de aulas e correções de atividades em casa, estamos pedido socorro, mas ainda assim somos vistos pela sociedade e governantes como folgados, é vergonhoso termos que fazer provas para recebermos aumento salarial, o nosso salário está totalmente defazado com relação a outras categorias. A educação é apenas mais uma pasta. Lamentável …
A prova Sabesp, não mede o aprendizado do aluno, muitos alunos realizam a prova sem compromisso porque acreditam que a prova é apenas um instrumento para dar bônus ao professor. O resultado do Sabesp deveria trazer benefícios aos estudantes também tal como pontos para frequentar uma ETC, a nota do aluno deveria aparecer no histórico escolar.
construtivismo já… O governo precisa fiscalizar melhor cada direção e coordenação das escolas. O ano tem NOTA RUOM, A DIRETORA OU DIRETOR, JUNTO com a COORDENAÇÃO, mandam os professores mudarem as NOTAS. Quando o PROFESSOR não ACATA tal MEDIDA, a DIREÇÃO passa por CIMA.
Sr secretário ,primeiramente parabéns pelo seu cargo ROSSiele Soares da Silva,sou prof há 27 anos ,faça acabar com essa palhaçada de progressão continuada, aluno tem que ter consciência que escola é para estudar..segundo o plano escolar …alunos hoje vão para brincar,ficar no celular..joguinho mensagens novas e até pornografia,se nós falarmos para guardarem nos agride com palavra de baixo calão.EU fiz BO na delegacia ..sabe porque? Diretores apoiam alunos baderneiros principalmente os que vem de fundação casa ,NOs não temos VOZ ..DIrecao não faz nada .temos que expulsar alunos que agridem profs ,,que saem das normas da escola..Sala com menos alunos ..máximo 25…salário digno para podermos estudar ..sempre tive vontade de fazer Mestrado ..mas tinha dois cargos para ter salário melhor trabalho dobrado…A quantidade de aula deve se dinuida sem interferir no salário.Muito obrigada que DEus o abençoe neste seu caminhar
Alunos não respeitam ninguém.. Isso ninguém fala..como resolver isso???
Salário digno aos professores e estrutura de escola com bom equipamentos, apoio didático, merenda de qualidade, recreação, atividades programadas com qualidade. O governo deveria investir mais na educação, mas pensando num todo, como um conjunto, para se ter bons resultados.
Gente, eu estou na rede há nove anos. Nas conversas entres colegas e gestores mais antigos do que eu sempre debatemos os problemas que estão montando a escola. Nunca vão resolver a situação se não ouvirem professores e alunos. Entra governo, sai governo e eles continuam tentando adivinhar como melhorar a educação, mas não nos ouvem…. Vai ficar difícil.
A valorização do professor através da melhoria do seu salário atrairá mais pessoas com grande capacidade intelectual como ocorre em outros países. O acompanhamento do professor durante sua formação é importante para selecionarem os profissionais. O curso de magistério não deveria ter acabado. Trabalho há mais de 35 anos na área. Fiz magistério no estado e foi onde realmente aprendi sobre a dinâmica numa sala de aula. O curso de Pedagogia não trouxe muitas novidades. Leciounei na rede particular, no estado e atualmente na prefeitura. Os cursos oferecidos devem auxiliar os professores na sua formação e na evolução na carreira. Fiz curso no estado que não foi homologado e com isso fui prejudicada ao solicitar a apisentadoria
Urgência da revogação da Portaria nº 554, de 20 de junho de 2013, do MEC
A avaliação do docente pelo discente está prevista na Portaria nº 554, de 20 de junho de 2013, do MEC que estabelece as diretrizes da avaliação do desempenho de servidores do Magistério Federal das Instituições Ensino.
Na prática, os alunos avaliam os professores.
Uma prática comunista que dificulta a aprendizagem.
Não haverá educação de qualidade enquanto o professor não for valorizado, o educador é uma peça fundamental no processo de ensino aprendizagem, a escola só não funciona se não tiver professor e aluno, no estado somos vistos como o quê??
Desculpa a sinceridade, mas nós professores , somos verdadeiros heróis da resistência.
Salário não tem nada a ver com qualidade da educação. Ainda me surpreendo quando leio tal comentário infame. O colega mencionou sabiamente o fato do professor dar aula em até 5 escolas mesmo sendo efetivo, isso não é qualidade. Mas ninguém mencionou que a progressão continuada existe há mais de 24 anos, graças aos últimos votos, por mais 4 anos ou mais… Para quem não sabe, aluno filho da progressão continuada + bônus = passar de ano sem saber. Dou aula há anos na espera que tal sistema mude, quando e se mudar, talvez ainda salvemos a educação para futuras gerações, pois, a atual, já está condenada.
Gostei da colocação de novo secretário. Espero que seja possível implementá-las e melhorar a qualidade do ensino no Estado de São Paulo valorizando o professor.
Enquanto o professor não tiver respeito em sala, salário digno, infra estrutura e salas com menos alunos, fica difícil termos melhorias na educação.
Enquanto o professor não tiver respeito em sala, salário digno, infra estrutura e salas com menos alunos, fica difícil termos melhorias na educação.
A educação é uma via de mão dupla, professor numa mão e o aluno na outra, enquanto as ações focarem somente uma mão da via não responsabilizando tambem a outra o problema da falta de qualidade não se resolve, pois a geração da progressao não aprendeu a ter responsabilidade. Humanos não são maquinas, não da pra projetar metas como se fosse uma linha de produção, se o aluno já entra com a disposição de não aprender, você pode dar a melhor aula do mundo que ele não vai aprender, o reverso tambem é verdade, se o aluno tiver toda disposição e professor não o resultado tbm sera ruim. A via é dupla, precisa de açoes e estimulos nas duas vias. Bolsa familia podia ser vinculado ao rendimento ao invez de frequencia e o Saresp podia virar o ENEN, garantir ingresso nas faculdades Estaduais, nao adianta a politica do Bonus, ela força uma via mas e a outra??? Esse tem sido o erro de todas as politicas da educação, focar apenas uma via da pista!!!
Muito bom, se fosse verdade. Infelizmente, esses gestores públicos, não passam de enganadores, pois só visam o poder.
A verdade, é que existem milhares de professores adoecidos, sem condições ao mínimo de exercer a profissão com dignidade.
Eu, como a maioria dos professores da rede estadual; desejamos um salario real e com condições de atuar na emsma unidade para se dedicar mais aos alunos e ao desenvolvimento cognitivo do mesmo, por conta de ter que dar aulas a mais para ter um salario para pagar o aluguel e as demais necessidades , nos privamos de crescer e fazer crescer os nossos alunos. Porque nao pagar um salario digno e não bonificar uma vez ao ano, como se tudo fosse feito apenas uma vez no ano. Salario digno R$6.000,00 reais liquido para ficar numa escola e se dedicar aos alunos, isso sim seria o ideal.