
O prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) recuou da decisão de incluir farinata (produto feito com alimentos perto da data de vencimento e que seriam descartados) na merenda escolar da rede municipal de ensino. O recuo foi anunciado ontem (19) à noite por meio de nota à imprensa, em que a prefeitura disse que o plano de erradicação da fome e da função social dos alimentos dará prioridade ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social.
Na quarta-feira (18), o prefeito anunciou inclusão do composto na merenda escolar das crianças. No entanto, houve desentendimento com a Secretaria Municipal de Educação (SME), que não foi consultada sobre a medida. O anúncio foi alvo de críticas de nutricionistas e familiares. Nesta quinta-feira (19), um grupo de mães com filhos matriculados na rede municipal fez protesto na Avenida Paulista, onde cartazes se referiam à iniciativa como “aberração” e “ração não é merenda”.
A polêmica foi criada semanas antes, quando Doria divulgou um vídeo no Facebook afirmando que distribuiria o produto granulado alimentar para famílias de baixa renda. Na sequência, o prefeito disse que a SME estava autorizada a incluir farinata na alimentação escolar. O composto estaria disponível na rede ainda neste mês.
O recuo também considerou dificuldade de aprovação pela Coordenadoria de Alimentação Escolar, ligada à SME, de acordo com o jornal Folha de São Paulo. A Secretaria de Educação, por meio da Codae, é a responsável pela escolha dos alimentos da merenda, bem como pelo desenho do cardápio. A legislação do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) estipula ainda que qualquer introdução de novo alimento (com exceção de frutas e hortaliças) deve passar por teste de aceitabilidade pelos alunos, coordenado por nutricionista. Por meio desse programa federal, a prefeitura paulistana recebe recursos para a merenda.
Fontes: Prefeitura de São Paulo, Jornal Folha de São Paulo, Rede Brasil Atual.

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