Dados da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que a experiência profissional dos diretores escolares está abaixo da média. No Brasil, em média, os profissionais têm sete anos de vivência no cargo; média da organização, no entanto, são nove.

 

Segundo o estudo, a experiência de diretor é construída com base na experiência como professor. Em geral, os profissionais dos 34 países que participaram do levantamento possuem 21 anos de vivência. Os países que apresentaram mais experiência de docência foram Austrália, com 27 anos, Coréia, com 29, e Japão, com 30. Com menos de 15 anos aparecem o Brasil, França, Islândia, Sérvia, Cingapura, Suécia e Abu Dhabi. 

 

Em nove países, a maioria dos diretores exercem a função por 90% do seu tempo, sem responsabilidade como professores. Há, porém, países em que os diretores dividem o tempo com a função docente. Apesar do acúmulo de funções, de acordo com o relatório, manter responsabilidades simultâneas pode ajudar o gestor a manter proximidade com a atividade principal da escola, que é ensinar. 

 

Talis

 

No Brasil, a coordenação da pesquisa fica a cargo do Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. A edição 2013 é a segunda desde a criação do estudo, em 2008. O objetivo é analisar as condições de trabalho dos professores e o ambiente de aprendizagem nas escolas para promover decisões de políticas no setor.

 

Secom/CPP