Investimentos em educação infantil caíram 86%.

A Comissão de Educação (CE) do Senado aprovou nesta segunda-feira o relatório da subcomissão que fiscaliza a retomada educacional no país durante a pandemia. O relatório do presidente da subcomissão, Flávio Arns (Podemos-PR), faz 40 recomendações ao governo e ao Parlamento sobre ações a serem tomadas em 2022 para superar o déficit em infraestrutura e prejuízos ao setor.

 

Uma das propostas é excluir a educação do teto de gastos (Emenda Constitucional 95).

“Em 2021 [até 9 de dezembro], o MEC pagou só 9% do montante autorizado para dar suporte à infraestrutura nas escolas públicas. É muito aquém do que deveria ser, considerando a situação precária no Brasil, onde há 10.105 escolas sem água potável, 3.818 sem energia elétrica e 8.650 sem esgoto, milhares de escolas sem banheiro”, afirmou Arns, segundo a Agência Senado.

Para o senador, a subcomissão “escancara” que a educação continua longe de ser uma prioridade no país. De acordo com o relatório, na Educação Básica houve queda de 34% de investimentos em 2021, se comparados a 2019. Pior ocorreu com gastos específicos na educação infantil: queda de 86% em 2021 se comparados a 2019.

O relatório mostra que esse é o padrão praticamente em todas as áreas. O texto relata também que há 3 meses mais de 60 mil estudantes estão sem receber as bolsas no Programa Institucional de Iniciação à Docência (Pibid) e de Residência Pedagógica (PRP).

 

Do Monitor Mercantil