De janeiro a setembro, foi registrada média de 3 casos de depredação por dia em unidades de São Paulo

 

A Escola Estadual Hilda Ferraz Kfouri, na região do Grajaú, extremo Sul de São Paulo, foi alvo de um incêndio criminoso durante a noite de quarta-feira. Segundo o boletim de ocorrência, baseado em informações da diretora da unidade, que registrou a queixa, alguns meninos estavam brincando com ‘bombinhas’ no pátio e saíram do local ameaçando ‘botar o terror’.

 

O fogo começou após uma explosão, por volta das 20h. Ao notarem o incêndio, moradores da região tentaram conter as chamas, o que só ocorreu com a chegada do Corpo de Bombeiros. A escola foi totalmente destruída. Não houve feridos.

 

Com isso, a unidade de ensino passou a fazer parte de uma triste rotina da Educação paulista: o vandalismo. Entre janeiro e setembro deste ano, foram computados cerca de outros 900 casos de depredação de destruição, segundo dados fornecidos pela Secretaria Estadual da Educação. A média é de três atos por dia. O caso foi registrado como incêndio consumado e vai ser investigado pelo 85º DP (Jardim Mirna).

 

Histórico

A escola Hilda Ferraz Kfouri não foi a primeira unidade de ensino incendiada na região do Grajaú. Há menos de dois meses, no dia 14 de novembro, criminosos botaram fogo na E.E. Ilda Vieira Vilela, também no bairro do extremo Sul. Antes de atear fogo, no entanto, os bandidos arrombaram o portão e furtaram objetos e equipamentos do local. Até o fechamento da edição, a Secretaria de Segurança Pública não informou se houve suspeitos presos neste crime.

 

A Secretaria Estadual de Educação garantiu que o incêndio não vai prejudicar as aulas na escola Hilda Ferraz Kfouri, que atende crianças do 1º ao 5º ano.

 

Unidades são alvo de 7 crimes por dia nos últimos 3 anos

De 2014 a setembro último, São Paulo registrou uma média superior a sete ataques de vândalos por dia a algumas das 5,1 mil escolas públicas do estado. Os números alarmantes são da Secretaria Estadual de Educação, obtidos pelo jornal Diário de São Paulo. Abrangem os registros de 2014, quando ocorreram 3.213 ataques, 2015 com 3.294 casos de depredação e o período entre janeiro a setembro deste ano, quando cerca de outros 900 atos de vandalismo engrossaram essas estatísticas.

 

Os ataques e destruição geraram diversos prejuízos às escolas e estudantes e, em alguns casos, depredam unidades que sequer foram inauguradas. O cenário foi destacado pelo próprio secretário de Educação do estado, José Renato Nalini, em entrevista ao jornal Diário de São Paulo em setembro.

Fonte: Diário de S. Paulo