O presidente do CPP, professor José Maria Cancelliero, participou da segunda reunião da Comissão Paritária na manhã desta quinta-feira (8) e foi enfático quanto ao objetivo da entidade nos diálogos com o governo: reajuste salarial imediato para os professores ativos e aposentados. “Faz três anos que estamos sem correção, o que deve compor uma diferença negativa de 25% no salário. A situação do magistério é insustentável”, disse.

Realizado na Secretaria Estadual de Educação, o encontro foi agendado pela Pasta com integrantes da Comissão Paritária para uma apresentação de técnicos da Secretaria da Fazenda a respeito da situação fiscal do Estado de São Paulo. Com argumentos fundamentados em crise e recessão econômica do País, sugerindo impossibilidade de atender ao pleito do magistério, representantes do governo foram interpelados pelas entidades da categoria.
 

Ainda de acordo com José Maria, a apresentação de estudos técnicos é importante, mas outros pontos precisam ser considerados, sobretudo com relação a prioridades políticas. “O governador Geraldo Alckmin coloca a educação em segundo plano, pois tem se recusado sistematicamente a ouvir nossas reivindicações. Problema financeiro todos os estados e municípios têm, a diferença é que outros priorizam o salário do professor. É uma questão de gestão. Talvez o governador precise fazer um estágio nas prefeituras que cumprem anualmente a data-base”, concluiu seguido de aplausos.
 

As demais entidades do magistério (Apase, Apampesp, Apeoesp e Udemo) corroboraram a fala do presidente do CPP e levantaram outras questões, como o superávit de R$ 1,5 bilhão no fechamento do governo paulista em 2016, a previsão de royalties do petróleo para investimento em educação, entre outros. O secretário José Renato Nalini ressaltou o que considera uma gestão democrática, com envolvimento dos representantes da categoria, e pediu ajuda dos presentes para possíveis soluções. Na condição de secretário, ou seja, interlocutor direto do governo, contudo, não apresentou propostas.
 

A Comissão Paritária foi instituída pela Resolução SE nº 24/2017 para viabilizar o cumprimento da meta 17 do Plano Estadual de Educação, que trata da valorização do magistério. Discutir salário, portanto, é a prioridade do grupo consultivo, que conta também com a terceira vice-presidente, professora Maria Lúcia de Almeida. É o que defende o CPP.