
Cenas lamentáveis ocorreram na manhã desta terça-feira, 3 de março, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O Governo de São Paulo, capitaneado pelo senhor João Doria (PSDB), cercou-se de uma verdadeira máquina de guerra para receber os servidores do estado que compareciam àquela casa de leis para acompanhar a votação da reforma da Previdência, que atingirá a totalidade dos servidores paulistas, aposentados ou não.
Isso acontece porque, inclusive, um dos aspectos mais debatidos era exatamente a alíquota de contribuição previdenciária, que acabou subindo hoje, com aprovação do PLC nº 80/19, de 11% para 16% e que abrange o pessoal da ativa e os aposentados, que continuam contribuindo para a Previdência.
Como os mandatários costumam resolver tudo sem ampla discussão com a sociedade, como se fossem os donos da verdade, uma legislação como essa acaba por se tornar foco acirrado de discussão. O governo fechou-se em copas com relação aos seus servidores e abriu um grande leque de dialogo com seus apoiadores. Prepararam tudo para os trágicos acontecimentos de 3 de março.
Não foi a primeira vez que tivemos embates entre servidores e as forças de segurança. Mas o ocorrido na Alesp suplantou tudo o que até hoje aconteceu. A tropa de choque não tomou nenhuma atitude para que os fatos lamentáveis não ocorressem. Com o recinto tomado por servidores, e não abrindo todos os plenários, armaram tudo para o espetáculo dantesco que sucedeu.
Houve irresponsabilidade da mesa diretora ao não suspender a sessão, para que todos os que estavam nos corredores se acomodassem. A antecipação da sessão para o período da manhã foi, aliás, mais um componente para todo o drama. Bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e gás pimenta nos corredores, elevadores e gabinetes tomaram o lugar das discussões de ideias.
Servidores idosos e pessoas com dificuldades de locomoção eram obrigados a se proteger dentro de um local esfumaçado. Colocaram em risco a vida de pessoas que estavam ali para defender, na maioria das vezes, a sua vida profissional e o seu minguado salário.
Falta de competência do governo paulista, ali representado pelo Executivo e por boa parte do Legislativo. Que fatos como esse não venham mais a ocorrer. A verdadeira democracia exige isso.

É vergonhoso o exemplo do legistavo de São Paulo. Esta corja, este bando, mostrou quem realmente é ao se fazer surdo para a voz daqueles que lhes deram o emprego que têm.
Foi desastrosa a sua atuação senhores. Afinal receberam a bala aqueles que só tentavam se fazer ouvir!
Tive vergonha por vocês!!
Repúdio total a toda e qualquer manifestação de violência.
Que este lamentável e abominável ato orquestrado pelo Governo Paulista JAMAIS seja esquecido.
Esteja certo, Sr. João Doria, sua carreira política se encerra aqui, a exemplo do que aconteceu com o então Governador Sr. Paulo Maluf quando, mediante a ocorrência de uma greve de Professores fez a seguinte declaração: ” as professorinhas não são mal pagas. Elas são mal casadas “.
Nossa sofrida classe merece respeito. Indignação e salários compatíveis com a importância da educação escolar.
Assim, conclamo professores e demais servidores públicos do Estado de São Paulo a manifestarem indignação e repúdio ao descaso do governo paulista.
NUNCA MAIS ELEGEREMOS JOÃO DORIA A QUALQUER CARGO POLÍTICO! SUA CARREIRA ENCERRA – SE, AQUI!
Um Estado que não respeita seus professores, seus cidadãos não tem como evoluir.
Falta de respeito
Falta de consideração
Não vivemos há tempos Democracia
Tristeza ?
Meu país…. abandona o povo e dá aos poderosos tutela…
Repúdio sim…. principalmente a classe de educadores deveriam parar de vez…somos apenas ignorados ?
ACORDA SÃO PAULO
ACIRDA BRASIL
Lamentável. Professor quando está no desempenho da sua função nem lembra quanto ganha, isso só acontece quando volta para casa e se depara com a realidade. São tantas dificuldades, mas sempre volta a luta. Passei 30 anos numa sala de aula e sempre tinha esperança. “Vai melhorar” e nada. E sinto que está cada vez pior. Tristeza!!!