
O secretário da Educação Municipal de São Paulo, Alexandre Schneider, criticou a atuação da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na manifestação de professores realizada ontem (14), na Câmara Municipal, que terminou com violência e educadores feridos. Agentes de segurança lançaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo em direção a manifestantes contrários ao Projeto de Lei nº 621/2016 (reforma da Previdência Municipal). A professora Luciana Xavier foi atingida no rosto por cassetete de um guarda. Ela teve o nariz quebrado e passa por procedimentos médicos no Hospital do Servidor Público Municipal.
Schneider se pronunciou em sua página oficial no Facebook. Ele disse que o tratamento dado aos professores foi lamentável e que é inaceitável que se cometam excessos dessa natureza em uma democracia. “Ela [democracia] pressupõe o livre direito de manifestação”, postou.
Procedimentos para apurar a conduta da PM e da GCM estão em andamento. Professores estão sendo ouvidos por órgãos disciplinares nesta quinta-feira. A assessoria de imprensa da Presidência da Câmara Municipal de São Paulo disse que a Casa atuou desde o princípio para garantir amplo debate democrático e que assegurou o acesso de manifestantes ao plenário onde ocorria a reunião da CCJ e ao auditório externo até a lotação máxima dos dois espaços, para garantir a segurança de todos, inclusive dos próprios manifestantes.
A Câmara promoverá audiência pública sobre o tema nesta quinta-feira e há previsão de novos protestos de professores. A casa providenciou esquema especial de segurança. A entrada para acompanhar o evento será feita por meio de senha, segundo a assessoria de imprensa. O evento está agendado para 15h.
