CPP e demais entidades do magistério atuarão em favor de emenda parlamentar para corrigir a disparidade

Pré-candidato à presidência da República nas eleições de outubro deste ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, em 4 de janeiro, o Projeto de Lei nº 1/2018, no qual propõe reajuste salarial para os servidores públicos. O texto exclui o Suporte Pedagógico do índice informado pela Secretaria da Educação, visto que somente as classes de Professor Educação Básica I e Professor Educação Básica II do Quadro do Magistério estarão contempladas com 7% de reajuste; para os demais educadores, serão aplicados 3,5%. O PL precisa ser aprovado pela Alesp.

Veja o trecho do projeto que discrimina os profissionais enquadrados no Suporte Pedagógico:

A medida, decorrente de estudos desenvolvidos pela Pasta, tem como objetivo conceder reajuste para categorias funcionais de diferentes áreas do Governo, em percentuais variáveis de:

●3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) geral, 
● 4,0% (quatro por cento) para os integrantes das Policias Civil e Militar, e 
● 7% (sete por cento) para os integrantes da classe de Professor Educação Básica I e Professor Educação Básica II do Quadro do Magistério da Secretaria da Educação; e para os docentes do Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza” – CEETEPS;
 

Além de o reajuste não compensar perdas salariais de quatro anos de descumprimento da data-base, estimadas em 25% sobre a folha de pagamento, a medida segrega profissionais do suporte pedagógico da Educação. O CPP e as demais entidades atuarão em favor de emenda parlamentar para corrigir a disparidade.